
Noite de quarta-feira, restaurante árabe na Cidade Baixa, lenço jordaniano pendurado na parede, lenço palestino vindo para juntar-se a nós. Andee e eu só estávamos esperando a Pree, que apesar de jurar que agora está pontual e que acorda cedo todos os dias, se atrasou. O quase silêncio do Damask se alterou com a nossa chegada. Sim, porque não sabemos rir baixinho nem falar sem se empolgar. Garçon de ouvido na nossa conversa, pedidos feitos, chamamos uma Patrícia, apesar dos protestos: "não bebo mais, estou me cuidando". Aquela era uma ocasião especial e merecia um brinde.
Na pauta, assuntos sérios, piadas sobre assuntos sérios, atualização sobre nossas vidas - desde o ano passado não conseguíamos marcar uma janta só nossa, amores, festas, piadas sobre a amiga que apagou na última festa, piadas sobre uma festa de noivado que não sai, dança do ventre com direito a cenário enfumaçado, comentários pertinentes sobre a Palestina, a sensação de ser mãe por duas semanas, relatos de uma ex-vida loka, etc, etc, etc. Porque rir ao lado delas não tem preço. E o melhor de tudo é saber que a faculdade, além do esperado diploma, trouxe essas duas aí. Amizade verdadeira, descontrolada e pretender, bem a nossa cara. Amo vocês, suas loucas!
