sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O feriado que eu precisava

Acordei feliz. E atrasada. Corri pra loja. Dirigi. Cantei no carro. Dancei no carro. Suei. Dirigi mais. Almocei correndo. Terminei de arrumar a mala. Dirigi mais. Tranquei a porta do apê da Nega sem querer. Assisti ela pular a janela. Dirigi mais. Cobrei. Fiz outras entregas. Peguei a estrada rumo à Garopaba. Aí dirigi muito mais. Suei muito mais. Ri muito. Já na ida. Fiz piada. Ganhei na tirada. Cheguei meio sem forças. Mas já notava a energia boa. Tomei um banhão e me preparei pra dormir. Sonhei acordada. Viajei. Ri. Conversei. Dormi. Acordei com o telefone tocando. De madrugada. Nada de mais. Dormi mais.

Acordei curiosa. Ninguém me atendeu. Não quis dirigir. Fui na carona. Estendi a canga na Ferrugem. O vento incomodou. Nos mudamos pro Rosa Sul. Nem nos instalamos. O vento não ajudou. Rosa Norte bombando. Fomos pra lá. Bronzeei. Descansei. Energizei. Tomei chimarrão crocante. Ri mais. E ri muito. A parceria fechou de cara! Saiu o sol. Veio o friozinho. Pegamos a trilha de volta. Dirigi de novo. Não resistimos às compras. A fome veio. Uma amiga teve um surto de "Pedro, cadê meu chipe!". Gargalhei. Brinquei de um joguinho que apareceu num filme que agora não lembro o nome. Fui Caverna do Dragão. Adivinhei. Matei a curiosidade. Bombei. Ri muuuuito mais. Fiz dancinhas ridículas. Descansei um pouquinho antes da noite. Beleza Pura. Dancei. Suei. Derreti. Voltamos cedo. Bem comportadas. Capotei.

Acordei palhaça. "Cadê meu chinelo??" Rumo certo. Rosa Norte. Mais sol. Mais banho de mar. Mais momentos energizantes. Viagrão. Um churrasco que quase assamos. Outros que nos convidaram. Só um convite aceito. Açaí pra repor as energias. Explicações e teorias para as azeitonas gigantes que só nascem no leste de Portugal. "Tá, essa parte eu inventei". O perigo da extinção do açaí. "Tá, essa parte eu inventei". Mais comprinhas. Navegação conturbada. Esquerda que não era esquerda, direita que não era direita. Engarrafamento no Rosa. Um churrasco um tanto quanto curioso. Mais risadas. Uma saída tensa. Mãos no meu volante. Vidro fechado. Gente atordoante. "Eu só quero ir pra casa". Energia pesada na entrada da festa. Um ser de outro plano no outro lado da rua. Olhos cheios d'água. Corações angustiados. A volta pra casa. "Eu não sou cega!" O alívio. As risadas. O cansaço. O sono.

Acordei disposta. Biquini. Protetor solar. Caminhada. Praia da Vigia. Vista das pedras. Maresia energizante. Orações pra Iemanjá. Banho de mar para fechar com chave de ouro. A volta. Mais calor. Mais suor. Engarrafamento. Mas o bom humor continuou.
Ah. E durante isso tudo. Muitas fotos.

Obrigada gurias. Vocês são demais.


4 comentários:

Tamara disse...

já notou que nada é ruim qdo a gente tá com as amigas???


senti falta das tuas letras por aqui.


sabe onde me achar se precisar de alguma coisa.

Nêga, Preta ou Pree disse...

Uma definição para tudo isso:

felicidade!

TE AMO, E OBRIGADA POR ME TRANCAR PRA FORA DE CASA, FOI A PRIMEIRA VEZ QUE EU PULEI AS JANELAS ( e olha que moro no último andar)

RONALDA!

Rafael disse...

aaah! é muito bom! é tanta ação que a gente cansa até de ler. mas no final sempre tem aquele gostinho de quero (saber) mais!

:)

Fala garoto, fala garota. disse...

quem tem amigos tem tudo, já disse algum desses filósofos de beira de estrada...