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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O feriado que eu precisava

Acordei feliz. E atrasada. Corri pra loja. Dirigi. Cantei no carro. Dancei no carro. Suei. Dirigi mais. Almocei correndo. Terminei de arrumar a mala. Dirigi mais. Tranquei a porta do apê da Nega sem querer. Assisti ela pular a janela. Dirigi mais. Cobrei. Fiz outras entregas. Peguei a estrada rumo à Garopaba. Aí dirigi muito mais. Suei muito mais. Ri muito. Já na ida. Fiz piada. Ganhei na tirada. Cheguei meio sem forças. Mas já notava a energia boa. Tomei um banhão e me preparei pra dormir. Sonhei acordada. Viajei. Ri. Conversei. Dormi. Acordei com o telefone tocando. De madrugada. Nada de mais. Dormi mais.

Acordei curiosa. Ninguém me atendeu. Não quis dirigir. Fui na carona. Estendi a canga na Ferrugem. O vento incomodou. Nos mudamos pro Rosa Sul. Nem nos instalamos. O vento não ajudou. Rosa Norte bombando. Fomos pra lá. Bronzeei. Descansei. Energizei. Tomei chimarrão crocante. Ri mais. E ri muito. A parceria fechou de cara! Saiu o sol. Veio o friozinho. Pegamos a trilha de volta. Dirigi de novo. Não resistimos às compras. A fome veio. Uma amiga teve um surto de "Pedro, cadê meu chipe!". Gargalhei. Brinquei de um joguinho que apareceu num filme que agora não lembro o nome. Fui Caverna do Dragão. Adivinhei. Matei a curiosidade. Bombei. Ri muuuuito mais. Fiz dancinhas ridículas. Descansei um pouquinho antes da noite. Beleza Pura. Dancei. Suei. Derreti. Voltamos cedo. Bem comportadas. Capotei.

Acordei palhaça. "Cadê meu chinelo??" Rumo certo. Rosa Norte. Mais sol. Mais banho de mar. Mais momentos energizantes. Viagrão. Um churrasco que quase assamos. Outros que nos convidaram. Só um convite aceito. Açaí pra repor as energias. Explicações e teorias para as azeitonas gigantes que só nascem no leste de Portugal. "Tá, essa parte eu inventei". O perigo da extinção do açaí. "Tá, essa parte eu inventei". Mais comprinhas. Navegação conturbada. Esquerda que não era esquerda, direita que não era direita. Engarrafamento no Rosa. Um churrasco um tanto quanto curioso. Mais risadas. Uma saída tensa. Mãos no meu volante. Vidro fechado. Gente atordoante. "Eu só quero ir pra casa". Energia pesada na entrada da festa. Um ser de outro plano no outro lado da rua. Olhos cheios d'água. Corações angustiados. A volta pra casa. "Eu não sou cega!" O alívio. As risadas. O cansaço. O sono.

Acordei disposta. Biquini. Protetor solar. Caminhada. Praia da Vigia. Vista das pedras. Maresia energizante. Orações pra Iemanjá. Banho de mar para fechar com chave de ouro. A volta. Mais calor. Mais suor. Engarrafamento. Mas o bom humor continuou.
Ah. E durante isso tudo. Muitas fotos.

Obrigada gurias. Vocês são demais.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Não tem igual!

Cerveja em copo de plástico? Boné de paetê na balada? Banheiro sem porta? Dor de cabeça no final da festa? Ressaca acumulada? Nada disso NOS abala!



Ainda mais se logo na chegada tocar Diva!

Amo tu e tu! Beijomeliga!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A noite em que dei pinta de bebum quando não estava!

Chegamos na festa e tava tudo ótimo. Som. Companhias. Empolgação. E quando falo empolgação é empolgação mesmo! Não tava bebendo. Chovia e tinha acordado cedo no dia.

Causamos na pista. Dançamos e cantamos tudo o que sabíamos, e até o que não sabíamos. Elas não paravam de entornar seus copinhos de vodka. Eu tava light. Mas ligada no 220v.

Mas enchi o saco. Cansei. Meu pé doía e o público tava escasso já. Paguei. E fui buscar meu carro. Elas ainda ficaram lá dentro. Últimos acertos. Viagem pra Bahia. "Minha filha nasceu no natal mas não é Nathalia". E eu lá fora. Muito pacienciosa, esperando o Gol.

Nessa hora o chão mexeu. Juro. Olhei pra frente e uma tontura tomou conta de mim. Respirei fundo. Via uma cadeira mais a frente mas não conseguia sair do lugar nem falar pra alguém me ajudar. O cabo do guarda sol era o que mantinha em pé. "Moça, seu carro já chegou". Mas não vi direito quem me falou isso. Era tudo que eu não queria escutar. Não conseguia sair dali. Tomei fôlego e devo ter dado uns dois passos até minha visão escurecer e eu ser amparada por alguns seguranças. Apertei alguém que usava jaqueta de couro. "Eu tô te segurando, não te preocupa", dizia meu novo apoio. "Não vou deixar tu ir embora desse jeito", falou outro que tomou a direção do meu carro e o trouxe mais perto pra que eu pudesse entrar. Não sei se falava com eles. Mas repetia mentalmente. "Gente, eu não tô bêbada, não sei o que tá acontecendo". Me colocaram no banco de trás. Vi as gurias saindo. Elas achando que era brincadeira. Até me verem branca e suando. Chamei um amigo, anjo no caso, que estava ali assistindo tudo e que se dispôs a me levar embora.

Pedi pra pararmos num posto. Estava me sentindo melhor já. Morta de vergonha. Mas melhor. Tomei uma Coca, conversamos um pouco. O outro amigo, coitado, perdido em Porto Alegre, nos seguiu até lá. Pedi desculpas. Tomei a direção do carro e fui embora. Sem saber o que me aconteceu.

Deve ter sido mais ou menos assim que Vanusa se sentiu ao cantar o Hino Nacional todo errado. Tinha tomado remédio para labirintite. Meio grogue. E o povo crucificando a coitada.

Agora eu te entendo, Vanusa!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pingos de sabedoria



Cravar a bandeirinha no topo só depois de escalar o Everest! Okay?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Contagem regressiva...

... para o fim do mês do cachorro louco.

Minha avó nunca gostou de agosto. Cresci com ela dizendo que era o mês do cachorro louco, do desgosto... e confesso não ter simpatia por esta marcação do calendário.

E hoje, 15 anos da morte da minha avó materna - ironicamente no último dia do mês, aquela notícia que chega aos 49 do segundo tempo e muda o placar.

Ninguém gosta de perder. Nem dinheiro, nem caneta, nem brinco, nem chave... e muito menos quem se ama. A gente pulou a fila da aceitação da perda. Não nos conformamos. Choramos. Mas não adianta rezar pra São Longuinho. Certas coisas a gente não vai mais achar.

Felizmente, entramos em outras filas. A da força nas horas mais difíceis, a de amigos leais, a da serenidade, a da superação... Mas nem por isso deixamos de sofrer. O que conforta é saber que estamos cercados de gente que nos ajuda a superar isso. Pessoas que não medirão esforços pra nos ver sorrir de novo, que nos farão aceitar o curso natural da vida, que estarão lá. Só. Não precisa nem falar. Só o olhar basta.

Não é minimizar a perda. É aprender a conviver com ela. E sair fortalecido.

Saudades tuas, vó. Recebe bem a tia Marli aí, tá?!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

É o amor...

Recebi duas mensagens de dia dos namorados. Da Nathi e da Gabi. Combinamos de nos mandar, pro dia não ser assim... tão solitário.
Ganhei presente também. Um Santo Antônio. Da minha mãe. Baita mensagem subliminar!
E no dia de Santo Antônio fui a um casamento. E não. Não peguei o buquê!
Aí já era demais né?!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fragmentos

No centro de Gravataí:
- O pior tu não sabe!? O filho dela é emo!
- Mas o que é emo?
- Ah, aqueles que usam All Star!

No MSN:
- Ela não é careta... é uma coisa que não consigo explicar... como que é aquilo que a gente estudou? Kitsch!
* O Kitsch é um termo de origem alemã (verkitschen) que é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, que são considerados inferiores à sua cópia existente. São freqüentemente associados à predileção do gosto mediano e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões que não são autênticos, tomar para si valores de uma tradição cultural privilegiada.

Por SMS:
- To remando na melhor torce ae foi banheiro...
- Vou torcer pro T. bebendo vinho...

Em frente ao espelho:
- Pronto! Agora minha franja tá de miss!

Na festa:
- Eu te amo!
- Rá! Tá bêbada né?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Achados & Perdidos

- Um achado o show dos Titãs na faixa. Camarote bacana. Taças borbulhantes. Rock de qualidade e músicos gente boa. Cantei do início ao fim, mesmo sem conhecer todas as músicas. o_O

- Perdi a noção nesse mesmo show citado logo acima. Champagne me dá amnésia. Sérgio Brito e Branco Melo, se virem este post, me contem sobre o que estávamos conversando animadamente!

- Um achado a casa do "Murilo Augusto" no Rosa Norte. Quer dizer, foi difícil de achar, mas chegando lá o astral compensou. Feriado de Páscoa onde só aconteceram coisas boas. Companhias da melhor qualidade, copos sempre cheios e muitas risadas. Porque toda sexta-feira é santa, a diferença tá no presunto!

- Perdi de embarcar mais cedo nessa mesma viagem citada logo acima. Champagne me dá também tremedeira e uma indisposição terrível para pegar a estrada.

- Um achado a carona da Bruna pro Boteco Bohemia. Show da Paula Lima pra lá de bom. Vozeirão, presença marcante, carisma absurdo e, além de tudo, gremista. Cantei e dancei até quase não aguentar mais. Ah, e claro, Bohemia Confraria sempre gelada!

- Perdi as estribeiras nessa mesma festa citada logo acima. Gritar "canta Rauuuuuuul" no meio do show e... bom, a gente já conferiu mais dessa história no blog da Alice né...

- Um achado aquela sexta-feira liiiinda do Dia do Trabalho. Com direito a saída pela tangente, festinha bacana a bordo de um iate no meio do Guaíba, muita gente feliz e toooodo o feriado pela frente. Se tá ruim pra nós, imagina pra classe média! Hahahaha

- Perdi a vergonha na cara, a paciência e a noção do perigo nesse mesmo feriado citado logo acima. Em ocasiões diferentes e nem sempre interligadas. Acontece...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Paratodos

Fui intimada pelo Andrei Fonseca, em seu Dark Journal, a participar da brincadeira e acabei gostando. Só que ao contrário dele, prefiro não indicar um blog para dar seguimento ao joguinho, portanto, sintam-se a la vontê para postar suas respostas aqui e em seus blogs!

Ah, mais embaixo publico as minhas respostas musicais, inspiradas e embaladas pelo Chico... ai ai...

Regras:
Escolher um cantor, dupla, grupo, como quiser;
A cada pergunta feita temos que escolher um título de uma música do(s) escolhido(s);
Nomear outros blogs para repassar o desafio.


Grupo Escolhido: Chico Buarque

És homem ou mulher? Teresinha
Descreve-te: Ela é dançarina
O que as pessoas acham de ti? Essa moça tá diferente
Como descreves o teu ultimo/ atual relacionamento? Porque era ela, porque era eu
Descreve o estado atual da tua relação: Amanhã, ninguém sabe
Onde querias estar agora? Bye, bye Brasil
O que pensas a respeito do amor? Construção
Como é a tua vida? Sob medida
O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Samba e amor (dois, mas é o nome…)
Escreve uma frase sábia: Quem te viu, quem te vê

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Saldos e pontas de 2008

Terminou o ano e eu nem contei dos últimos acontecimentos.

Meu aniversário foi ótimo, só que beber a tarde dá uma ressaca antecipada do caramba! Muito obrigada pelas felicitações, presenciais ou não.

Amigo secreto da turma da Famecos sempre rende boas risadas! E open house do casal Boff/Casagrande estava um luxo! Quero mais festinhas assim, só que sem reclamações do síndico dessa vez!

Final de semana em SP foi demais. Com direito a muitas risadas, doses de tequila, festas maravilhosas e situações um tanto quanto inusitadas. Sem contar o show da Madonna. Super produção! Tudo funcionava perfeitamente, os efeitos eram demais, Like a Prayer matou a pau, Like a Virgin a pedido da galera colocou o Morumbi todo pra cantar – mesmo ela falando que só cantou essa em Roma para o Papa, e a mulher é foda mesmo. Puta corpo, performance de arrasar, só senti falta da voz... juro! Tá, deve ser dificílimo cantar e dançar como ela, mas teve um grito que ela soltou... por Dios! Às vezes um playback é necessário! Ah, e a Britney no telão fazendo a louca foi perfeito! It`s Britney, bitch!

Natal em família engraçado como sempre. Encontrar a galera e ir pra uma festa de gente que não conheço não tem preço! Ainda mais quando se chega ensolarando! E nem te deixei na mão, viu Gabi?! Agüentei no osso até beeeeem tarde acordada contigo... depois ficou por tua conta né.... hahahhahaahaa.

O pré ano novo em Jurerê foi além do esperado. E o pós também! Até porque não é todo dia que se bebe Moet Chandon até não agüentar mais! Nathi e Paulinha foram incansáveis nas minhas maluquices, e eu nas delas! Agora a teoria de se conhecer o mundo inteiro através de seis pessoas não se aplica a nós. Três bastam! Nos espera na Europa, Paula! Vamos marcar algumas por lá!

Tudo de bom, tudo de bem, mas as peripécias de fim de 2008/início de 2009 renderam uma febre que não baixava e uma noite no posto de saúde tomando soro. Mas agora já estou melhor, pronta pra outras!

É. 2009 chegou chegando!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Crise de identidade

Não me sentia mais parte daquilo. Já não ia aos ensaios, os compromissos fora do grupo se multiplicavam e ele ia ficando cada vez mais em segundo (ou terceiro) plano. Foram 17 anos de indiadas, apresentações bombásticas, uma invernada mirim implacável, uma faixa de 1ª Prenda Juvenil, uma faixa de Mais Prendada Prenda do rodeio de São Chico (num concurso onde eu acreditava que já tinha vencedora e que nem estava lá na hora que anunciaram meu nome), mais indiadas, viagens legais, viagens nem tão legais, amigos pro resto da vida, três incursões pela Europa, uma (ou duas?) pro Uruguai, uma lá onde Judas perdeu as botas na Argentina, uma torcicolo que me tirou de uma Tirana do Lenço em Portugal, muitos alojamentos, banheiros imundos, banhos de água gelada (de doer o corpo!), amigos de outros países, nenhum pingo de lágrima derramado, uma apresentação com o tornozelo enfaixado e recomendações médicas para não dançar, os dois joelhos podres, acampamentos improvisados... Foram oportunidades únicas de conhecer mais sobre outras culturas e valorizar a nossa.

Comecei com os ensaios na casa da tia Carmen e do tio Maruí, fui a segunda na fila da mirim por muito tempo, dancei com o Filipe e com o Bodão, até deixarem só eu e o Wander (os mais altos e mangolões) por lá. Assumi o posto de primeira na juvenil por toda minha trajetória (a não ser nos ensaios em que eu e, de novo, o Wander, éramos separados em função das brincadeiras). Passei pra adulta depois dos meus 15 anos, quando todos meus amigos já tinham passado, eu e, de novo, o Wander, fomos os últimos a sair da juvenil. Entrei de terceira, dancei com o Morangão e com o Binho, até ser par do Régis, o coordenador do grupo. Aquele mesmo que metia o terror quando tava na mirim, o mesmo que me castigava, junto com o Sapão, na juvenil, era agora meu par. Nem sei quanto tempo dançamos juntos, sei que nos entendíamos só com um olhar, ou de repente um aperto de mão mais forte. A responsabilidade aumentava à medida que minhas idas ao ensaio ficavam cada vez mais escassas. Me afastei.

Na noite em que buscaram minhas pilchas senti que um ciclo tinha se fechado. Mas a dor por entregar meus vestidos me deixava na dúvida. Deveria sentir tanto algo que já considerava passado?

Nunca tinha ficado de fora de um Festival. Só em 2004, por castigo pelas faltas, eu e, de novo, o Wander, não apresentamos. Mas dessa vez era diferente. Não tinha meu crachá. Não tinha ajudado a planejar. Não tinha reclamado de ter que arrumar o cabelo cedo. Não tinha me pilchado pra missa. Não conhecia o pessoal dos grupos. Nada. Sentei na platéia ao lado da Lissetty, uma amiga peruana que fiz num festival na Espanha em 2002. Ela veio com os pais assistir nosso Festival e ficou bem triste por não ver o pessoal que conheceu na época se apresentar. Já tinha conversado com alguns integrantes e cogitado a possibilidade de me lavar chorando durante a apresentação do meu grupo. Mas chorar? Logo agora que não fazia mais parte de nada disso? Cheguei atrasada na noite de encerramento, pra variar, mas ainda não tinham começado. Quando a Carla e o Mozart (adorei os apresentadores!) anunciaram o desfile e o pessoal entrou, deu aquele nó na garganta. Queria entrar na fila e subir junto no palco! Mas me coloquei no meu lugar de mera espectadora e fiquei aguardando. As cortinas fechadas, o cerimonial sendo feito, mas aquele “Província! Província! Província” cheio de garra escapou aos meus ouvidos. Atrás das cortinas imaginei as mãos juntas, o nervosismo, os beijos e abraços de boa sorte. As lágrimas escaparam antes mesmo de começar a apresentação. Mas me contive. Tentei olhar com olhos críticos, de quem ficava de fora nos ensaios pra ver a harmonia das prendas. Mas fui vencida pela interpretação da primeira música, Galpão Açoriano, coreografia nova feita especialmente para a ocasião. Agüentei até o fim sem derramar mais lágrimas. Mas quando eles voltaram cantando “Eu sou do Sul” e vi a Tati, agora ela dançando com o Régis, segurando o choro, não resisti. Saí discretamente do teatro e “burlei” as regras. Não fui mais mera espectadora ali. Subi ao andar em que os grupos faziam de camarim e fui parabenizar, e xingar, meus amigos. Que me fizeram chorar. As primeiras lágrimas depois de anos (o Wander vai achar isso ridículo!).

Ouvi protestos de que minhas férias acabaram, que eu e o Régis passávamos segurança ao resto do grupo, que eu tinha que voltar. E balancei. Tô balançando ainda...

Impossível não se sentir parte de algo que permeou tua vida por 17 anos. Sem contar que continuo chamando o Festival Internacional de Folclore de Gravataí de “nosso” e o DCG Província do Quero-Quero de “meu grupo”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Duh!

P. A. M.* diz:
tu já viu q metade das nossas conversas no msn é "hahahahahahaha"

P. A. M.* diz:
acho q a gente é meio palhaça

C.* diz:
bah, hoje eu tô total palhaça....

P. A. M.* diz:
HJ?????????????

C.* diz:
hahhahahahahhaha

C.* diz:
52 frases normais, 20 de hahahahaha... contando com essa aí em cima

C.* diz:
2 no meio a meio, aí coloquei pros 2 lados.....

C.* diz:
hahahahhahahaa

P. A. M.* diz:
meu Deus... isso que é precisão jornalística!!!!!!

P. A. M.* diz:
hahahahahaha (pra não perder o costume)

C.* diz:
não, é falta do q fazer mesmo!!!


*Os nomes foram abreviados para preservar as identidades das idiotas. Digo, personagens!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Setembro chegou...

... chegando!

- Doses cavalares de risos, maluquices, insanidades e conversinhas ao lado das amigas.
- Um coraçãozinho que estava bem, lá no cantinho dele...
- Cheirinho de primavera já no ar... e flores colorindo tudo.
- Saudades! Ainda morro disso!
- Muito trabalho. E momentos de descontração também.
- Vida social e cultural agitada.
- E mais possibilidades de viagens, festas e shows bacanudos!

Pode vir quente...
Que eu estou fervendo!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Coisas atrasadas

- Assisti o show do Teatro Mágico. Assumo que não levava muita fé, tanto é que o papo animado e a Zillertal fizeram perder a hora. Mas quando cheguei no Opinião e vi aquele pessoal vestido de palhaço no palco, com uma sonoridade incrível e letras à la Cordel do Fogo Encantado, me arrependi por não ter ido antes. A surpresa da noite ficou por conta dos trapezistas no meio da galera. Demais!

Vai lá e curte os vídeos: http://www.oteatromagico.mus.br

- A edição do Boteco Bohemia daqui do sul foi beeeem bacana. Comidinhas de boteco, cerveja gelada, um sambinha de primeira e táxi de graça na saída. O show da Mart'nália foi muito além do que eu esperava. Um carisma absurdo, musical de primeira, aquele gingado malandro e muitas homenagens a grandes nomes da velha guarda na voz marcante da filha do Martinho da Vila. Não é a toa que ela tá estourada no exterior, ia pra Berlim no dia seguinte. "Fechou a tampa" com a apresentação em Porto Alegre. Próximo ano vou de tarde pra lá. E de carona!

Vai lá também e curte a discografia: http://www.martnalia.com.br

- Gramado... bah... valeu a parceria gurias! Ô se valeu!

- Não faço mais parte das estatísticas de desemprego no país.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um 11 de agosto diferente daquele...

Hoje o dia nasceu diferente. Nada de telefonemas na madrugada ou gritos no portão da minha casa. Até notei o sol, o dia não ficou nublado pelos olhos cheios d'água. Fui no cabeleireiro também, mas já não é no mesmo lugar, nem encontrei ele. Bem diferente daquele 11 de agosto de 2007...

Trocando e-mails na tarde tudo indicava que iríamos no encontrar no salão. Tínhamos marcado o mesmo horário. Eu com a Greice, ele com o Maurício. "É alma gêmea, né", como gostava de repetir mesmo com o fim do namoro. Já esperando pelas primeiras tesouradas ele falou que rasparia toda a cabeça. Eu pedi para ele deixar o mullets. Mudou de idéia. Entre uma conversa e outra, sorrisos, olhadinhas pelo espelho para ver como estavam ficando os cortes de cabelo. "Vocês estão muito amiguinhos pra serem ex-namorados, já vi onde isso vai dar", repetia minha cabeleireira. Eu só balançava a cabeça negativamente e ria. A noite seria na Kimik, e eu não via o que ele achava de tão legal naquele lugar, por isso declinei o convite. Falei que sairia com a Andressa e a Pree na Cidade Baixa, mas não dei muitos detalhes, e nem convidei. Ele também não se ofereceu. Nos despedimos desejando boa festa um ao outro.

Em casa combinei a logística da carona com meu irmão. Iria em duas festas de formatura, depois encontraria as gurias no Elo e ele seguiria pra outra festa com os amigos. A noite estava estranha, mas não ruim. Bebi. Não estava dirigindo e essa lei não era tão rígida. Liguei pro Diego, que disse me pegar em 5 minutos. Saí em seguida, sei que ele não gosta de esperar. Conversei com o segurança, esperei, bateu a fome, fui comer, e nada dele aparacer. O celular não atendia mais, apesar das minhas chamadas insistentes. Até que, finalmente, alguém atende o telefone. Mas não era voz conhecida. Tentei descobrir o que estava acontecendo. "Ele tá mal aqui no banheiro... esse teu irmão!", mas isso era impossível, tinha falado com ele pouco antes e parecia ótimo! Me dei conta de que aquilo era um assalto, só não sabia se ainda estavam com meu irmão. Entrei num táxi com a Andressa e, a caminho do apartamento dela, xinguei o cara de tudo quanto foi coisa. Nada bonito. O taxista que o diga. Iria dar um tempo por lá pra ver se o Diego mandava sinal de vida. Nem precisou. Já pagando a corrida recebo uma chamada a cobrar. "Fui assaltado, tô na Ipiranga e vou te buscar agora, onde tu tá?" Mas será que estava sozinho? Combinei no posto da Silva Só, o taxista ficaria me cuidando de longe. Quando o carro chegou senti um aperto no peito. Dei uma volta pra ver se estava sozinho mesmo, e entre soluços me mandou entrar logo no carro que estava frio. Da roupa só sobraram cueca e meias. Naquela hora meu instinto protetor me fez quase chorar. A cena, humilhante. Tirei o casaco e vesti no meu irmão menor. A procura por uma delegacia foi interrompida porque o Diego, depois da dar uma banda numa vila em Viamão, só queria ir pra casa. Tentei acalmá-lo, já na cama. Agradeci em silêncio por ter sido só um susto.

Não conseguia dormir. Já era manhã e meu celular não parava de tocar, um número estranho. Imaginei que fosse o assaltante, sei lá, até que ouvi alguém me chamar na rua. Vesti um casaco e fui até a janela espiar. Eram o Rodrigo e o Peu, com umas caras nada boas. Fui na rua ver o que queriam, e o que eles me disseram não sai da memória: "O Ju se acidentou na Freeway, tá no hospital". Na hora só pensei em quando ele teria juízo, mas não tive noção da gravidade da situação. Entrei para tomar um banho e iria para o Cristo Redentor com eles. Acordei meus pais e dei as notícias, nada agradáveis. Saí meio atônita. Não pude ver o Juliano aquele dia, só pai e mãe, e as notícias dos médicos não eram nada esperançosas. Lembro de chorar, muito, sentada na escadaria. Pensei no que poderia ter acontecido se eu estivesse junto. Me culpei. Rezei baixinho. Mal conseguia falar ao telefone quando me ligavam pra saber o que tinha acontecido. Fui pra casa a tardinha, sem forças já, inchada de tanto chorar, sem comer e sem dormir. No dia seguinte consegui entrar na UTI. Mas aquele não era o Juliano que eu conheci em 2004, pela internet. Não era o Neni ali, cheio de aparelhos. Era uma pessoa, desfigurada pela pancada, mas lutando pra se manter viva. A mesma luta tatuada na cintura. "Se tu lutas, tu conquistas."

E ele conquistou. Um ano depois está aí, firme e forte, fazendo de tudo para voltar a ficar 100%.

Parabéns Ju. Parabéns pela nova vida que tu ganhou naquele 11 de agosto.

É... hoje o dia nasceu bem diferente...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Um apanhado geral de julho

- Nem tudo que reluz, é ouro. Nem tudo que balança, cai.

- Recomecei o Saramago pela trigésima nona vez... dessa vez acabo.

- Guacamole y Chilli hecho por mí.

- Algumas amigas me abandonaram este mês em função de viagens, outra voltou de uma bandinha pelo mundo... bom vai ser reunir todo esse povo quando as desertoras resolverem voltar... hehehhe.

- Bebidinha turca para experimentar.

- Perdi Ja Rule e Jorge Drexler. Hunf!

- CD da Fiona Apple que ganhei não sai do player. Afinidade musical que não se explica.

- Pingente de pimentinha não sai do meu pescoço, e o escapulário... escapuliu!

- Saudade, saudade, saudade. Dos que não vejo faz tempo, dos que somem, dos que reaparecem, saudade até do que não vivi. Ou vivi só em sonho...

- Show do Rodrigo Maranhão foi uma agradável surpresa. O músico e compositor carioca fez uma apresentação bem intimista e de quebra ainda ouvi Adriana Defenti, empolgadíssima, cantando todas as múscas do meu ladinho.

- Molho árabe em tudo quanto é comida. Pimentine. Adooooooro!

- Fotinho minha e da Nathi no jornal O Sul de uma quarta-feira aí, quem tiver, por favor, nos mostra.

- Tigrado não é zebrado. Uma voltinha no zoológico resolve esse problema.

- Bob Esponja presente nas noites mais bizarras.

- Uma vontade louca de sumir. Mas calma, isso dá e passa. Sempre.

- Ser mulher numa festa infestada de piranhas é osso!

- Papos filosóficos cada vez melhores na madrugada.

- Grêmio líder na tabela. Tem que mostrar serviço fora de casa hoje.

- Uma janta de reencontro que não sai. E o coração apertadinho...

- Dia Mundial do Orgasmo? Hoje? Poutz!

domingo, 8 de junho de 2008

Os tempos são outros...

... uns matando a fome pós-festa e a gente chegando pro café da manhã.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Nem loosho, nem leesho

Não sei se é possível alguém não gostar de ir a shows. Eu, simplesmente, amo! E não posso me queixar.

Assisti a Maria Rita de camarote. Meio apertado para dançar, estranho ouvir samba sentada... mas o fato é que toda a antipatia que tinha pela filha da Elis sumiu. Dona de uma voz poderosa e com trejeitos que lembram, e muito, a natureza genética, a moça encantou os gaúchos, já prometendo um próximo show ainda neste semestre. No repertório, algumas canções dos primeiros álbuns e os sambas de Arlindo Cruz, do terceiro disco, Samba Meu. E só posso dizer que Leandro Sapucahy fez um bem imenso levando-a para esse lado. Mais solta, de barriguinha de fora e vestido curtinho, Maria Rita arriscou alguns passos, conversou com a platéia, filmou a reação dos fãs e declarou sentir frio na barriga ao subir no palco aqui no sul. E foi assim, declarando seu amor pela terra da mãe que ela ganhou o público. E nós, claro, comprovamos que a fruta não cai muito longe do pé e que ainda vamos recebê-la com o teatro lotado outras tantas vezes. Sem cadeiras na pista, por favor, porque na próxima eu quero é fazer um pé!


Vi o Sidney Magal também. Tá, podem rir. Decadente ou não, trash ou não, todo mundo sabe cantar as músicas do cara! Pelo menos uma! E ele anima a galera mesmo com playback. No melhor estilo latin lover, acha que ainda arranca suspiros da mulherada gordinho daquele jeito. De repente das mais velhas.... vai saber.

Fui ao Bajofondo. Demais é a palavra certa para definir o show. E quem pensa que é a mesma coisa que Gotan Project tá muito enganado. Assisti os dois e posso dizer que apesar de misturarem os mesmo ritmos, a proposta é completamente diferente. Com uma levada muito mais pop e dançante - não tão classuda e sensual como o Gotan, a banda mezzo uruguaia, mezzo argentina, transformou a pista do teatro do Bourbon Country em uma rave, que depois foi também para o palco, com a galera dançando em meio aos instrumentos - e eu não pude perder essa! Solos virtuosos, músicos que se divertiam com a reação da platéia, beats certeiros, a voz grave do premiado produtor musical Gustavo Santaolalla e imagens alucinantes no telão deram o tom para o lançamento de seu novo trabalho, Mar Dulce.


E para coroar a sequência, vi a Rosana. Aquela da música Como uma Deusa. Tá, podem rir de novo. Mas eu curtia horrores ela quando era guriazinha! Os gritos e falsetes não mudaram, ela só parece ter desaprendido a terminar uma música decentemente - não lembro se algum dia soube, foi a primeira vez que a ouvi cantando covers. Com o rosto paralisado de tanto botox, ela mais lembra um travesti do que a musa dos anos 80. Mas rendeu boas risadas o revival... ô se rendeu!

Ah, tem um vídeo no Flickr do Codevilla em que aparece a galera subindo no palco... e lá estou eu!

Vai lá: http://www.flickr.com/photos/codevilla/2497926935

PS.: Agradecimentos especiais ao JP - sempre uma ótima companhia e o fotógrafo nos shows da Maria Rita e do Bajofondo; Thomas, Emily, Nathi, Su e Ju - as risadas com vocês não têm preço! Valeu a parceria, mesmo nas horas mais bizarras!

domingo, 11 de maio de 2008

Ainda dá tempo!


Tá aí a culpada de tudo isso.


Mãe, te amo tanto que nem cabe... transborda!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Por que eu amo minhas amigas? Parte 1

Elevador lotado, 6h da manhã, letra toda errada... o que algumas taças de champagne e doses de tequila não fazem com as pessoas...

É por isso que ser mulher é tão bom!